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terça-feira, 6 de março de 2018

Concurso Literário FNDE


Poderão participar do presente concurso estudantes devidamente matriculados em turmas de ensino fundamental e médio das escolas públicas do Brasil, desde que atendam as normas do Edital e de seus anexos.

*Candidatos menores de 18 anos a contar da data de abertura das inscrições, devem apresentar autorização de seu responsável legal.

Poderão ser inscritas obras de literatura nos seguintes gêneros literários: poema; conto, crônica, novela, teatro; romance; memória, diário, biografia, relatos de experiências; história em quadrinhos.

As inscrições serão realizadas unicamente por meio eletrônico, nesta página. O período de inscrição inicia-se em 15 de dezembro de 2017 e encerra-se em 02 de abril de 2018.

Para a homologação da inscrição, as redes de ensino devem realizar o cadastro do coordenador do livro.

Para saber mais acesse:.

http://www.fnde.gov.br/concursoliterario/concurso.html



sexta-feira, 2 de março de 2018

Atemporal ( Parte II)





Eduardo apareceu em sua porta as nove horas em ponto. Vestido com um blazer azul marinho, uma calça jeans bem ajustada e uma Mercedes preta. Amanda suspirou baixinho. Não conseguia entender como ele havia se encantado por ela.
— Como consegue ficar ainda mais bonita? — Sorriu
Amanda corou. Não sem antes suspirar baixinho.
— Posso escolher o restaurante? — disse ele enquanto manobrava o carro.
— Hum... será que corro esse risco?
Ele abriu um sorriso largo.
— Confie em mim.
A conversa entre eles era espontânea, e o tempo pareceu voar até chegarem ao destino. Assim que estacionou o carro Amanda espantou-se.
— Que coincidência, Eduardo... Esse é meu restaurante preferido!
— jura? Gosta sempre dos melhores?

Ela desceu refletindo sobre as palavras dele. Aquele lugar não era um dos melhores da cidade. Para falar a verdade, ficava em um local bem escondido no bairro do Leblon.
O garçom guiou-os até uma mesa ao lado da janela. A vista era deslumbrante.
— Olha que legal! Sempre sento nessa mesa quando venho aqui. — gargalhou Amanda achando aquilo tudo o máximo.
— Não é para menos. O melhor lugar com a melhor companhia. Agora só o melhor dos vinhos para deixar a noite perfeita.
A noite fluiu, as horas passaram. Conversaram sobre publicidade, sobre a empresa, sobre o projeto, sobre o país... Eduardo parecia conhecer em detalhes sua vida, sua alma, seus medos.
— Não entendo como já não virou Diretora da Empresa. Juro.
— Foi você mesmo quem disse que sou insegura!
Ele sorriu... De uma maneira familiar. Amanda parecia conhecer aquele homem.
— Você está insegura. E por conhecer tão bem sua capacidade é que posso afirmar isso. Você deveria estar neste cargo mesmo antes do Projeto da Secretaria de Cultura.
Amanda sentiu um arrepio subrir-lhe as costas. Aquilo estava ficando realmente estranho.
— Como... Como sabe que eu estava na disputa por esse projeto?
Eduardo escondeu o sorriso. Parecia ter se assustado com a pergunta de Amanda.
— Como assim?
— Do Projeto da Secretaria de Cultura!
— Tenho acompanhado o trabalho da Empresa há algum tempo e... fiquei sabendo dessa concorrência.
— Mas como sabe que era eu quem estava a frente dele?
Eduardo deu de ombros.
— Não sei... Eu chutei. Sei lá.
Amanda ajeitou-se na cadeira, relaxando. Não sabia porque estava tão assustada com o assunto. Havia algo de diferente no rapaz à sua frente.
Eduardo chamou o garçom.
— Vamos fazer o pedido. Carne ou frango? — Olhou para a mulher sentada à sua frente com olhar preocupado.
— Carne.
— Como sempre...
Amanda fixou o olhar em Eduardo. Ela ia ficar maluca.
— Por favor, dois Filés ao molho madeira com purê de batatas.
Amanda bateu com o cardápio na mesa.
— Vai me contar o que está acontecendo?!
O garçom, ao assustar-se com a cena, agradeceu o pedido e se retirou.
Eduardo sorriu.
— Não gosta do prato? Vai entender com o tempo que sou um pouco autoritário.
— Me explica o que está acontecendo, Eduardo! Filé ao molho madeira é meu prato preferido! Quem é você?
— Calma... Foi só coincidência.
— Não! Eu conheço você... Desde a primeira vez que te vi eu soube que você não era um estranho!
— Ainda bem. Graças a isso que você me convidou para o café, lembra? — gargalhou.
— Para! O que está acontecendo aqui! Se não me disse agora, vou embora de taxi!
Eduardo viu que Amanda estava perturbada.
— Vou te explicar... Calma. — ficou serio. — Ontem estive na empresa e o Sr. João Neto me levou para uma turnê. Me contou sobre as ultimas concorrências, sobre você... Que você estava assumindo a gerência... Aliás, te elogiou muito.
Amanda continuava séria. Estava na defensiva. Ainda não sentia-se convencida.
— Então encontrei a Patrícia, sua amiga.
— Patrícia? Como ela não me falou nada sobre isso?
— O Presidente pediu sigilo sobre mim até que eu fosse formalmente apresentado. Bom... Como o Sr. João falou da sua proximidade com a Patrícia, eu conversei com ela sobre seus hábitos, sobre seu trabalho... Agora somos colegas de projeto. Eu gosto de saber com quem divido minhas horas de serviço.
— E por que Patrícia falaria do que eu gosto de comer?
— Ela não falou... quero dizer... Nós saímos para almoçar e ela sugeriu esse restaurante, que concidentemente, ela deixou escapar seu o seu preferido.
Amanda sentiu-se ridícula. Como pôde ser tão boba. O que estava pensando? Que um dos homens mais ricos da Publicidade iria sequestrá-la?
— Me desculpe, Eduardo... E não sei o que está acontecendo comigo. Acho que estou estressada com o novo cago. Não sei nem se vou conseguir mantê-lo.
Eduardo pegou as mãos de Amanda e apertou-as.
— Preste muita atenção no que vou dizer. Você tem toda a capacidade do mundo para assumir a Diretoria da empresa. Entendeu? Você não pode deixar essa sua insegurança afastá-la do que você mais quer!
Ela assuntou-se com a convicção contida nas palavras dele. Como podia saber se conhecia tão pouco de sua vida.
Ela confirmou com a cabeça, ainda tonta com o olhar do homem seguro do que falava.
Ele soltou suas mãos. Após respirar profundamente, voltou a atenção para a refeição que acabara de chegar.
Amanda comeu devagar. Queria prolongar ao máximo aquela noite que, embora parecesse estranha, proporcionava momentos cheios de magia.
— E o livro? Trouxe ele com você?
Amanda sorriu, pegou a bolsa e retirou o livro de dentro.
Os olhos de Eduardo brilharam. De certa maneira parecia estar ganhando o maior tesouro do mundo. Por alguns segundos ele titubeou com o livro nas mãos.
— Por que nunca comprou um desses antes? Tem dinheiro pra isso.
— É uma raridade. O dinheiro não compra tudo, Amanda.
Uma certa melancolia tomou conta do olhar do rapaz. Amanda podia jurar que estavam úmidos.
— Está tudo bem?
Ele assuntou-se.
— Claro! Tudo bem demais. — Passou as mãos pelo rosto. — Vamos pedir a conta?
+++

         O caminho para casa foi silencioso. A alegria do jantar se fora de maneira inexplicável. Amanda olhou para Eduardo, que dirigia concentrado na estrada, agora melancólico.
— Não vai chegar atrasado amanhã, ouviu? Vou fazer algumas alterações no projeto. O Sr. João Neto vai amar. Essa noite, de certa maneira, foi inspiradora. Culpa sua, Sr. Eduardo Freire, que me fez acreditar na capacidade de conquistar a Diretoria da Faces Marketing e Comunicação! — sorriu.
Ele continuou sério, absorto pela estrada ainda úmida pela garoa que caía. Amanda continuou a observá-lo até voltar a atenção para o caminho. O silêncio era ensurdecedor.
— Falei alguma coisa errada?... Eu... sinto muito se disse...
— Para de se desculpar, Amanda! Você não pode continuar assim se quiser chegar a Diretoria! Deixa essa insegurança boba de lado! Você não tem que se sentir assim... Seja mais enfática, coloque sua posição. Você pode! Você tem talento!
Os olhos de Amanda encheram-se de lágrimas. Sempre fora uma menina que necessitava de alguém para protege-la, que nunca sentia convicção em suas ideias.
Eduardo suspirou.
— Me desculpe. E que me dói ver você acuada por aquele bando de incompetentes no trabalho. — Esfregou o rosto. — Amanda... você consegue. Acredite.
O silêncio voltou a inundar o carro que se aproximava da casa de Amanda. Assim que estacionou, Eduardo voltou-se para ela e segurou-lhe as mãos.
— Promete que amanhã pela manhã vai respirar fundo, ir até o Presidente e dizer que só entregará o Projeto final do Transito de for para o cargo de Diretoria.
Amanda gargalhou alto. Aquilo era uma loucura. Mas o sorriso sumiu quando percebeu o olhar reprovador de Eduardo.
— Como assim? Isso não existe! Meu projeto nem é tão bom assim.
— Amanda... Esse projeto vai mudar o rumo da Faces. Vale bilhões. É um projeto federal, que vai ser espalhado pelos quatro cantos do país!
— Por isso mesmo! Você acha que eles me deixariam presidir esse projeto?
Eduardo continuou a olhá-la no fundo dos olhos.
— Você pode, Amanda. Se eu te ajudar, com pequenos ajustes, seu projeto não vai ser negado. Siga todos os passos contidos nessas anotações. Passei a tarde fazendo isso. — entregou um envelope para ela — Eu garanto que com isso ficará perfeito. Mas... a condição é que você fique na Diretoria da empresa.
— Por que se preocupa tanto comigo? — disse absorta pelo homem que parecia conhecer sua alma.
— Amanda... estou perdidamente apaixonado por você. Mas isso não importa... o que importa é que... amanhã...não vou mais voltar para a empresa.
— Como assim?? — disse Amanda assustada com tudo que conseguia absorver.
— Não posso explicar. — segurou o rosto da menina com as mãos. — Preste muita atenção. Você tem que acreditar em mim.
— Por que não vai voltar amanhã? Quando volta?
— Amanda...
— O que está acontecendo? Por que não volta. — gritou com os olhos cheios de lágrimas.
Eduardo puxou Amanda e beijou-a com uma vontade contida. O encontro dos lábios era perfeito. A energia entre eles era mágica, insaciável, ardente.
— Eu tenho que ir. — disse Eduardo enquanto apertava a mulher contra o seu peito. Parecia não querer que o mundo girasse.
— Volta quando?
— Eu ligo para você.
Um tom de despedida estava contido nas palavras do rapaz e uma tristeza profunda apertou o peito de Amanda. Mas quando ele sorriu para ela, sentiu novamente um frio percorrer-lhe a nuca. Aquele sorriso não era estranho. De onde o conhecia?
Beijaram-se novamente e o momento pareceu perdurar por horas, embora os minutos do relógio apontassem a brevidade do tempo.
— Tenho que ir. Entro em contato com você.
— Não quer me explicar o porquê? — implorou com os olhos suplicantes.
Ele balançou a cabeça.
— Eu entro em contato com você — repetiu com tom pesaroso.
 A dor e a sensação de vazio continuou mesmo após Amanda ver o carro desaparecer na esquina. Enxugou as lágrimas e olhou para o envelope com as anotações do Eduardo. Aquilo era insano. Que dia havia sido aquele? Mal acabara de se despedir e uma saudade dolorida a perturbava como nunca. Esfregou o rosto e subiu as escadas devagar até alcançar o elevador. Precisava de uma boa noite de sono. Na manhã seguinte saberia o que fazer. Inclusive, como pedir a Diretoria da Faces.




Continua...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

14º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães



Promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, Turismo e Lazer do Rio Grande do Sul (Sedactel/RS), por meio do Instituto Estadual do Livro (IEL), em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF) e a Prefeitura de Passo Fundo, o 14º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães busca também valorizar a criação literária no Brasil. 

O concurso é destinado a contistas, com obras publicadas ou não, que apresentem textos inéditos, não publicados inclusive na internet, e as inscrições podem ser feitas até o dia 10 de julho por meio da entrega de originais no local de inscrição ou por correio. Não serão aceitas inscrições por e-mail. Cada participante deverá apresentar dois contos. 


terça-feira, 25 de junho de 2013

Mate seus Personagens



“Aspirantes a escritores de ficção, se você já se perguntou como escrever um romance de sucesso, o segredo está aqui: matar seus personagens. 
Dos poucos livros que ganharam o prestigioso The Man Booker Prize em 2011, todos os 13 livros tiveram em comum a morte de seus protagonistas.
Este gráfico bonito, desenhado por Christian Tate , traça os temas dominantes dos livros vencedores dos últimos anos, mostrando que não apenas alguns, mas TODOS os vencedores tem a morte como destaque.  Em distante segundo lugar, temos temas sobre amor e traição. Esses assuntos podem fazer o sangue ferver, mas obviamente não garantem uma vitória.”


Muitos autores temem a respeito de seus protagonistas. Eles irão agradar? Como posso fazê-los cativar o maior número de pessoas? Matá-los então, nem pensar! Acabar com a vida de um personagem construído com tanto cuidado requer coragem e ousadia, mas como disse o autor americano Kurt Vonnegut, "Escreva para agradar apenas uma pessoa. Se você abrir a janela e fizer amor com o mundo, posso dizer, a sua história vai pegar pneumonia."


Vá em frente! Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas se for um autor destemido, declare a morte do seu personagem preferido e boa sorte!

Fonte: Brain Pickings

terça-feira, 22 de maio de 2012

Resenha de "O Portal" no blog "Acordei com vontade de ler"




"A primeira vez que li uma resenha deste livro, fiquei doida para ler, pois a resenha me enfeitiçou, foi então que entrei em contato com a autora que disse que iria fazer uma seleção dos blogs que iriam receber os livros que ela estaria disponibilizando, e para minha alegria meu blog foi o escolhido ^^

O livro conta a historia de Elisabeth, uma jovem que vem dos EUA para o Brasil, para estudar na PUC do Rio de Janeiro. Achei demais como a autora desenvolveu a história, misturando mistérios, junto ao romance, os cenários tanto no Brasil, como no EUA, são muito bem desenvolvidos, me senti viajando lendo."




domingo, 20 de novembro de 2011

Stevenson




Quem nunca ouviu falar do famoso “O Médico e o Monstro”? Poucas pessoas, acredito. A história se passa em Londres, onde o misterioso médico  Jekyll consegue, após vários estudos, criar uma poção mágica que transforma sua personalidade. Soa familiar? Claro! Foi obra inspiradora de muitos filmes e desenhos animados. O próprio Piu-piu, em um de seus episódios inesquecíveis junto ao gato Frajola, bebe da famosa fórmula e transforma-se em um gigante pássaro amarelo de hábitos nada simpáticos. Outros filmes como Van Helsing e Mary Reilly foram adaptações da mesma obra para o cinema.

Robert Louis Balfour Stevenson nasceu em Edimburgo, capital da Escócia. Filho de engenheiro civil, era pressionado pelo pai a seguir mesma carreira, mas a saúde debilitada e a fraca inclinação para a área fizeram com que decidisse pela faculdade de Direito, onde escreveu para o jornal universitário, oEdimburgh University Magazine, revelando seu gosto e talento para a arte e literatura. Em 1886, na Inglaterra, publica a obra que o torna celebridade, também do outro lado do Atlântico: “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”.


Sempre adorei a história, mas nunca havia chegado às minhas mãos, o original de Stevenson.

Confesso que fiquei emocionada. Eis que me deparei com uma obra fantástica, onde a riqueza de cenários e sensações me tiraram o fôlego. É como se o autor nos levasse em um passeio pelos ambientes sombrios e nos apresentasse seus medos e anseios de maneira verdadeira, drástica, cruel. Um espetáculo! Antes, em minha memória, Jakyll se transformava em Hyde: Um monstro aterrorizante, cabeludo de dentes afiados e olhos vermelhos. Ledo engano. Hyde, na verdade, simboliza o lado carnal dentro de cada um de nós. O personagem traduz, em palavras, nossa luxúria, rebeldia, insatisfação por tudo aquilo que faz parte da conduta moral. De monstro, não tem nada... Somos todos uma mistura, um perfeito mosaico, onde o bem e o mal convivem, em alguns, de maneira harmônica. O livro nos leva a reflexão, por caminhos lindos, de tão bem escritos.

Certa vez, um velho Índio (nome desconhecido) ao descrever conflitos internos. " Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau o outro é muito bom e dócil. Eles estão sempre a brigar." Quando então lhe perguntaram. Qual dos dois cachorros ganharia a briga. O sábio índio, refletiu e respondeu. " Aquele que eu alimentar."

Mais que um romance impactante, Stevenson, sem dúvida, soube descrever, como ninguém, os conflitos internos e seus personagens, embora nascidos das páginas de um livro, são verdadeiros reflexos de nossa frágil condição humana.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Como falar com um viúvo


Uma obra fantástica em que o autor Jonatham Tropper descreve a dor e a revolta de perder a mulher amada. O viúvo no caso, era casado com uma mulher mais velha e acabou sendo o único vínculo entre o enteado, um adolescente rebelde, e a vida. Era como se cobrassem o que ele não tinha para dar e, na tentativa de se reerguer, acontecimentos engraçados e emocionantes acontecem.
Difícil achar que não é autobiográfico devido a riqueza dos detalhes travados pelo personagem na tentativa de sair do buraco negro da depressão. É envolvente, realista e triste, porém sensacional!
Não posso falar mais do livro, senão perde a graça, mas recomendo, desde que não se esteja passando por uma fase muito melancólica. Ah...não esqueça de separar o lenço. Você vai dar boas risadas, mas com certeza, vai sentir o coração apertar.



SINOPSE
Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel's. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério.
Mas Doug tem outras coisas com que se preocupar. Seu pai sofreu um AVC e não se lembra de quase nada. Sua mãe, uma ex-atriz de teatro, continua agindo como se ainda vivesse seus dias de fama. Sua irmã caçula e certinha, Debbie, conheceu o noivo durante o velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la por isso. Seu enteado de 16 anos, que já foi um rapaz tranquilo, agora vive arrumando encrencas cada vez mais sérias.
E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta à vida - e isso inclui começar a sair com outras mulheres.
Doug é jovem, charmoso e triste, ou seja, tem a química perfeita para protagonizar os mais inusitados encontros românticos. Em pouco tempo sua vida vira do avesso e lhe escapa totalmente ao controle, gerando uma hilária série de equívocos sexuais e episódios familiares tragicômicos.


Engraçado, melancólico, sensual e inteligente, Como falar com um viúvo é um romance sobre encontrar seu próprio caminho, mesmo quando não se tem ideia do lugar aonde se quer chegar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um mundo Perfeito


Fiquei impressionada com a qualidade do livro.




Apesar de ser um livro de ficção e fantasia, a mensagem é de arrepiar e cabe muito bem na nossa realidade cotidiana.

A história se passa em uma ilha, perto de Vitória, onde acontecimentos estranhos começam a acontecer, porque, num ímpeto de egoísmo, as pessoas desejaram que seus sonhos se realizassem. Mas...Quem não desejaria?
Com o tempo, percebe-se que tudo aquilo que é feito somente em benefício próprio, pode transformar o sonho em pesadelo.O livro nos faz refletir muito e o pior, nos fazer perceber o quanto somos limitados e vulneráveis.

 

Não sou leitora de livros do gênero, mas recomendo sem pestanejar.

Esse livro, vale a pena.


SINOPSE

Cuidado com o que você deseja, que um dia você pode conseguir... O que teria acontecido com todos os moradores que desapareceram misteriosamente em Pedra-Luz? Que força implacável abateu-se sobre a ilha, deixando-a absolutamente deserta? Suas coisas foram deixadas para trás. Ninguém fez as malas. Ninguém planejou nada. para onde teriam ido sem deixar vestígios? Uma lenda ancestral envolta num mistério guardado há gerações. Uma terrível criatura foi vista rondando os céus... Seus destinos foram traçados. Sua salvação dependia de uma força incompreensível aos seus ideais e sonhos tão distantes... Não deixe de ler esse suspense arrebatador de Leonardo Brum. Empolgante da primeira à última página.

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