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terça-feira, 6 de março de 2018

Concurso Literário FNDE


Poderão participar do presente concurso estudantes devidamente matriculados em turmas de ensino fundamental e médio das escolas públicas do Brasil, desde que atendam as normas do Edital e de seus anexos.

*Candidatos menores de 18 anos a contar da data de abertura das inscrições, devem apresentar autorização de seu responsável legal.

Poderão ser inscritas obras de literatura nos seguintes gêneros literários: poema; conto, crônica, novela, teatro; romance; memória, diário, biografia, relatos de experiências; história em quadrinhos.

As inscrições serão realizadas unicamente por meio eletrônico, nesta página. O período de inscrição inicia-se em 15 de dezembro de 2017 e encerra-se em 02 de abril de 2018.

Para a homologação da inscrição, as redes de ensino devem realizar o cadastro do coordenador do livro.

Para saber mais acesse:.

http://www.fnde.gov.br/concursoliterario/concurso.html



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Prêmio João de Barro - Concurso de literatura infanto-juvenil

 
 
 
O Concurso Nacional João-de-Barro está com inscrições abertas até 11 de abril de 2014. O concurso tem o objetivo de valorizar a literatura produzida para crianças e jovens, bem como revelar talentos nesse segmento.
 
Escritores brasileiros, natos ou naturalizados, podem concorrer em duas categorias: texto literário e livro ilustrado, sendo aceitas também obras compostas apenas por imagens. Não existe restrição temática nem de gênero, mas o trabalho deve ser inédito e escrito em língua portuguesa.
 
O prêmio  para a obra vencedora de cada categoria será de R$ 50 mil.
 
Uma excelente oportunidade de entrar no mercado com o pé direito.
 
Edital no link: http://ow.ly/roWqI




sábado, 16 de junho de 2012

Três dicas do mestre Stephen King





Segundo Stephen King, existem três enganos fatais que o escritor novato pode cometer quando ainda contaminado pela erudição de seus professores ou por seus ideais ainda imaturos:

1. O autor não deve escrever para os outros, mas sim para si mesmo.

2. A linguagem é mais importante do que a estória.

3. A ambiguidade é preferível à clareza e à simplicidade.

Ele diz isso no prefácio ao volume I da série A Torre Negra, que é O Pistoleiro.
Isto também pode ser dito de outra forma:

1. Antes de começar a escrever o seu livro de ficção, o autor deve escolher a sua audiência, que envolve resolver o gênero (policial, fantástico, romance, etc...) em que vai produzir, até a população que deseja alcançar (vocabulário, sofisticação na estrutura, etc.)

2. Alguns escritores iniciam preocupados com o seu estilo, procurando escrever como este ou aquele escritor. Baita engano! O estilo, ou o que chamamos de "voz" do escritor só vai surgir depois de um bocado de estrada, e não deve ser sua preocupação.


3. Escrever de forma simples é escrever bem. A busca da perfeição é parecida com a busca da simplicidade da forma, direta é clara, sem nenhum adereço desnecessário.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Prêmio Jabuti 2012



Estão abertas as inscrições para o 54º Prêmio Jabuti. O Jabuti é o mais tradicional e prestigiado prêmio literário brasileiro, uma distinção que dá aos vencedores o lastro da comunidade intelectual brasileira, além do reconhecimento a todos aqueles que trabalham com o livro.
As inscrições serão encerradas no dia 15 de junho de 2012, às 18 horas e a obra vencedora em primeiro lugar de cada categoria (de 1 a 29) receberá, além do troféu Jabuti, um prêmio no valor bruto de R$ 3.500,00 (três mil reais e quinhentos reais). Mas atenção, o valor para inscrição é de R$ 290,00... Um pouco salgado, não acha?
Regulamento 
O Prêmio Jabuti 2012 será outorgado às categorias relacionadas a seguir, podendo concorrer apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2011.
I – Das Categorias Concorrentes
1. Melhor Capa
2. Melhor Ilustração
3. Melhor Ilustração de Livro Infantil e Juvenil
4. Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo
5. Melhor Livro de Artes
6. Melhor Livro de Biografia
7. Melhor Livro de Ciências Exatas
8. Melhor Livro de Ciências Humanas
9. Melhor Livro de Ciências Naturais
10. Melhor Livro de Ciências da Saúde
11. Melhor Livro de Comunicação
12. Melhor Livro de Contos e Crônicas
13. Melhor Livro Didático e Paradidático
14. Melhor Livro de Direito
15. Melhor Livro de Economia, Administração e Negócios
16. Melhor Livro de Educação
17. Melhor Livro de Fotografia
18. Melhor Livro de Gastronomia
19. Melhor Livro Infantil
20. Melhor Livro Juvenil
21. Melhor Livro de Poesia
22. Melhor Livro de Psicologia e Psicanálise
23. Melhor Livro de Reportagem
24. Melhor Livro de Romance
25. Melhor Livro de Tecnologia e Informática
26. Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária
27. Melhor Livro de Turismo e Hotelaria
28. Melhor Livro Projeto Gráfico
29. Melhor Tradução

Para mais informações acesse: http://www.premiojabuti.com.br/content/regulamento

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quem é o vilão da sua história?


Não canso de me surpreender com a quantidade de matérias excelentes disponíveis  na internet para nós, escritores. Basta um pouco de paciência e bom senso para nos depararmos com pérolas de valor inestimável para a construção de nossa escrita.

Sempre que encontro algo muito bom, compartilho com vocês, pois sei o quanto isso é importante. Aldous Huxley, um escritor inglês, certa vez disse que o conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que você sabe e quando vejo a gratidão de pessoas que dividem o que levaram anos para aprender, percebo o quanto ainda tenho que crescer...

Pois bem... Aqui vai mais um texto do escritor Alexandre Lobão que, tenho certeza, será de grande ajuda!


Vilões: Os verdadeiros heróis dos escritores.

" Não é exagero algum dizer que uma história é tão boa quanto seu vilão.


Exemplos não faltam, em qualquer mídia: o Batman seria interessante se apenas espancasse ladrões de carteira e assaltantes "comuns" de banco? Imaginem, então, o super poderoso Super-Homem sem um desafio à altura. Ou um Harry Potter sem um Voldemort, apenas sofrendo bullying dos coleguinhas bruxos na escola. Ou um louco Capitão Arab sem uma Moby Dick para caçar.  Ou um Robert Langdon sem uma sociedade secreta para o perseguir enquanto ele procura desvendar segredos que abalam as fundações de uma ou mais religiões.

Mas, afinal o que define um "bom" vilão?

Uma das principais regras para a criação de antagonistas é que o antagonista precisa ser derrotável. Inimigos imbatíveis, como por exemplo a idade, não dão boas histórias, exceto em raras e honráveis exceções. 


Um segundo ponto, mas tão importante quanto o primeiro, é que bons antagonistas são personificados, ou sejam, são homens ou de alguma forma humanizados, e não simplesmente situações, fenômenos da natureza ou grupos. Hollywood leva esta segunda "regra" à risca em seus filmes - por mais que a situação seja extrema, sempre consegue-se um antagonista humano. Por exemplo, em "Twister", os antagonistas não são os furacões, mas a equipe concorrente de caçadores de furação. Em "Titanic", o antagonista não é o afundamento do navio, mas o ricaço que luta pelo amor da senhorita Rose. "Speed Racer" não é um filme de um corredor que quer vencer uma corrida, ou de um corredor contra o cartel que controla os resultados de corridas, mas sim o filme de um corredor contra um representante do cartel que controla as corridas.

A definição de um bom antagonista começa na definição da premissa da história, que é uma frase bem estruturada que define seu (futuro) livro em poucas palavras.  De maneira bem simples, na premissa você deve deixar claro "quem quer fazer o que, e quem o atrapalha, e porque"; ou seja: Quem (o protagonista) quer fazer o que (qual sua meta de vida, e como ela se reflete em seu objetivo dentro da história a ser contada), e quem o atrapalha (o antagonista) e porque (qual a meta de vida do antagonista, e como ela se reflete em seu objetivo dentro da história).

Outro ponto importante a destacar que o antagonista não necessariamente é mau, nem necessariamente é diferente do protagonista - daí a palavra "vilão" ser inapropriada em muitos casos. Tenha isso em mente quando for definir seu "vilão". 


De maneira ideal, ao definir os personagens antes do início da escrita, você deverá pensar quais características antagonista e protagonista têm em comum, e quais são opostas, e quais objetivos são comuns, e quais são opostos.  As duas possibilidades geram conflitos, que o que desejamos, enquanto características simplesmente diferentes (um é inteligente, o outro é alto...) não agregam valor ao conflito.  Por exemplo, Sherlock Holmes e Moriarty são ambos inteligentes, mas um é honesto e o outro não. Batman é frio e racional e o Coringa é divertido e tem uma mente caótica. Antagonista e protagonista podem ter objetivos diferentes, como nestes exemplos, ou entrarem em conflito justamente por desejarem atingir o mesmo objetivo - como conquistar a mulher amada ou ser o primeiro homem a chegar ao Pólo Norte.  


A mensagem importante aqui é: defina bem seu antagonista, pense em suas características principais, pense no que o torna único, quais são seus objetivos e em como cada um destes pontos irá gerar conflito quando ele competir com o protagonista.
Porque toda história é sobre um conflito, sobre "algo que aconteceu".  E apenas lutando contra obstáculos, contra antagonistas tão humanos quanto ele, é que nosso herói é capaz de provar seu valor."





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Concurso Lusófono TROFA - Conto Infantil 2012



Olá pessoal... Depois de umas pequenas férias estou de volta!

Achei esse concurso muito interessante, porque além de escritores com o conto infantil, podem concorrer ilustradores com desenhos inspirados no trecho da obra de  Matilde Rosa Araújo: 


Achei a ideia muito divertida e original! As inscrições vão até o dia 21 de abril de 2012.

Os Prêmios são:

Prêmio Matilde Rosa Araújo de conto infantil : 1.500 Euros

Prêmio Lusofonia: 400 Euros para o melhor contosde cada país não contemplado com o Prêmio Matilde Rosa Araújo.

Prêmio Ilustração: 500 euros para melhor ilustração baseada em trechos da obra Matilde Rosa Araújo ( trecho acima).

Vamos ao trabalho!

Regulamento completo: 


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Como gerar suspense ( ou outras emoções...) em seus textos


Em "On Writing", Stephen King conta sua história de vida, desde suas primeiras experiências como escritor, passando pelo momento do primeiro "grande contrato" que mudou sua vida, e além, apresentando seu método de trabalho e dicas em geral - por exemplo, colocando a boa educação como uma das melhores ferramentas para conseguir-se um agente literário ou editora. O que ele não fala, até porque (aparentemente) ele o faz inconscientemente, é como ele consegue gerar certos efeitos em seus livros - por exemplo, como ele gera suspense ou tensão.

Mas, antes de continuar, uma de suas dicas mais importantes: o uso excessivo de técnicas pode estragar a naturalidade do texto, e arruinar um bom trabalho.  A técnica não consegue tornar bom um autor ruim, mas consegue tornar passável um autor mediano, ou tornar muito bom um autor bom. Escrever é a melhor forma de aprender a escrever, então esta é a melhor técnica a ser seguida!

Aviso feito, seguem as dicas que apreendi dos livros de Stephen King e outros semelhantes:

  • Uma boa forma de gerar suspense é retardar a velocidade de leitura, incluindo descrições de pequenos detalhes, como se a percepção do personagem/narrador estivesse ampliada pelo medo ou tensão.  Por exemplo, quando o personagem desce uma escada em direção ao porão, o narrador pode falar do rangido dos passos, de um ou outro movimento nas sombras, do cheiro de umidade, da textura da tinta se descascando nas paredes ao toque da mão do personagem, do gosto metálico na boca do personagem, da sensação opressiva como se estivesse se aproximando de sua morte...

  • Outra ferramenta usada por Stephen King é "contar o que vai acontecer", dando uma pista que algo ruim ocorrerá para que o leitor fique tenso, esperando por isso.  Por exemplo, no conto "O Nevoeiro", o personagem principal "se despede com um beijo de sua esposa e olha em seus olhos como se fosse pela última vez... e realmente era."

  • Mais um detalhe interessante, e que pode ser usado em qualquer tipo de história, é explorar o sentidos.  Mesmo depois do texto pronto, é possível retornar em uma terceira ou quarta revisão e incluir descrições reforçando as impressões dos seis sentidos (visão, olfato, tato, audição, gustação e premonição/sensações).  Exemplo?  Releia o primeiro ponto desta lista!

  • O uso de metáforas também ajuda nesta "geração de suspense" (ou de outro sentimento, dependendo da história).  Assim, se em uma história de amor a lua é um grande globo dourado, iluminando a noite dos amantes, em histórias de terror ela é um grande olho doente, de um antigo deus raivoso, observando o mundo abaixo de si.

  • Outra coisa comum nos livros de Stephen King, também presente nos livros de André Vianco, é a inclusão de detalhes e lugares comuns no meio de todo o terror da história.  Normalmente a história começa no "mundo real" antes de derivar para os grandes problemas, o que leva o leitor a sair "naturalmente" de seu mundo normal e aceitar o absurdo como parte de sua realidade, o que aumenta o suspense.  Além disso, em meio ao "terror" estes autores incluem fatos comuns, justamente para aumentar a credibilidade - como um dos personagens de "Bento", de André Vianco, que andando em um mundo destruído, acaba por passar dentro de uma loja da "Casa do Pão de Queijo".

sábado, 28 de janeiro de 2012

12 Exercícios para melhorar seus Diálogos



O diálogo é um dos mais difíceis aspectos para desenvolver em uma escrita de qualidade. Há diversos pequenos erros que você deve tentar evitar, tais como:


Linguagem robótica
Diálogos que não soam como uma fala natural não prendem a atenção do leitor. Ao ler, você deseja entrar na história, fazer parte dela!


Preenchimento
Diálogos que não adicionam nada na cena e não contribuem para um melhor entendimento dos caracteres são apenas “encheção de linguiça”. O seu leitor não tem tempo a perder.


Exposição Demasiada
Novamente a encheção de linguiça. Gente, não pense que seu leitor é burro! Se Maria falou que vai à feira, ela não precisa dizer novamente: “À feira eu vou”.


Nomeação
Não abuse escrevendo repetidamente os nomes dos interlocutores.


Uso excessivo de “Modificadores”
Modificadores de diálogo são elementos que influenciam no ato de falar dos interlocutores, tais como: gritou, exclamou, chorou, sussurrou, gaguejou, opinou, insinuou e milhares de outros. Eles podem ser muito úteis às vezes, mas são freqüentemente utilizados como ponto de crítica para um diálogo mal elaborado.






Exercícios: Aqui vão alguns exercícios que podem ajudar você a melhorar suas técnicas de escrita de diálogos:



1- Escreva coisas que você fala ao longo do dia. Examine seu próprio padrão de diálogo. Você não precisa pegar cada palavra, mas você pode descobrir que fala muito menos do que pensa e que suas declarações são extremamente curtas. Talvez você descubra também que raramente fala frases completas.



2- Encontre um lugar qualquer, como um restaurante, um bar, ou um shopping e escreva alguns tópicos sobre coisas que ouve. Não tente lembrar conversas inteiras, apenas siga em frente e com uma breve mudança de contexto, vá para o próximo “alvo”. Se estiver preocupado em parecer suspeito, use seu palmtop ou aparelho de celular, eles fazem com que pareça que você está trabalhando ou jogando aquele joguinho legal, não espionando.



3- Teste respostas de uma mesma pergunta. Pense em uma pergunta que requer ao menos um pouco de reflexão e questione várias pessoas diferentes. Compare suas respostas. Lembre-se de que seu foco são as palavras. Escreva-as assim que puder.



4- Grave alguns programas de TV como noticiários, talkshows, comerciais, jogos de futebol etc. Transcreva os diálogos utilizando os nomes das pessoas. Se você não souber os nomes, use apenas descrições como “o anunciante” ou “a mulher de cabelo vermelho”. Compare diálogos entre programas de ficção e não-ficção que você gravou. Procure por expressões de boas vindas, descrições, vícios verbais (tais como, “você sabe”, “uhhhh”, “bem” etc.). Compare como esses diálogos mudam conforme o tipo de programa.



5- Reescreva os diálogos dos programas que o exercício 4 propõe, tentando recriá-los tão precisamente quanto possível. Note como pode ser fácil ou difícil recriar o programa inteiro e também como pode ser fácil ou difícil o entendimento para quem está lendo. Finalmente, reescreva-os eliminando qualquer parte que possa ser irrelevante. Perceba, após isso, quais os pontos que foram melhorados e como a leitura ficou mais fácil.



6- Novamente usando o exercício 4, reescreva os diálogos acrescentando tudo que for possível. Mude a cena, mude o propósito das pessoas que falam, mude o tom etc. Veja como pode ser fácil ou difícil usar as mesmas palavras para falar em tons diferentes.



7- Escreva um diálogo para uma cena sem usar nenhum modificador. Apenas escreva uma conversa que flui naturalmente. Após o término, adicione descrições narrativas, mas nada de modificadores como “falou”, “gritou”ou “ordenou”. Ao invés disso, tente trabalhar o diálogo dentro da ação, numa progressão lógica de declarações. Finalmente, adicione alguns modificadores que sejam absolutamente necessários, mas mantenha-os o mais simples possíveis com expressões como “disse”, “contou”, ou “perguntou”. Repetindo, use-os apenas caso não tenha outra opção. Compare-os então, com antigos diálogos que você tenha escrito e veja o que você gostou ou não em relação às mudanças.



8- Escreva uma cena onde uma pessoa conte a outra uma história. Tenha certeza em estar escrevendo um diálogo e não uma narrativa em primeira pessoa. Identifique claramente que uma pessoa está contando e outra está ouvindo, fazendo perguntas ou comentários. O propósito deste exercício não é a história que está sendo contada, mas sim as reações da pessoa que está ouvindo (em forma de diálogo escrito, evidentemente).



9- Escreva uma cena onde uma pessoa esteja ouvindo a outras duas argumentando ou discutindo. Por exemplo, uma criança ouvindo seus pais falando sobre dinheiro. Use este “terceiro personagem” para narrar o que está acontecendo, ele sequer precisa entender os argumentos completamente.



10- Escreva um diálogo entre dois mentirosos. Dê a tudo que eles falarem um duplo ou triplo sentido, mas nunca diga, em qualquer parte da narrativa, que eles estão mentindo. Depois, peça para alguém ler seu texto e perceba suas reações. É uma forma de verificar se seu diálogo causa entendimento imediato.



11- Escreva uma conversa em que ninguém diga mais de 3 palavras por linha. Novamente, nada de modificadores para explicar o que se passa através da narração. Use a narração apenas para descrever ou melhorar a cena, não para explicar o diálogo.



12- Escreva uma cena onde muitas pessoas estejam falando. Esta habilidade é uma característica dos mestres do diálogo, já que é muito difícil manter muitos personagens engajados em uma conversa de forma a manter o leitor consciente do que está acontecendo e das idéias e interesses de cada um dos interlocutores. Veja quantos personagens você consegue ir acrescentando, até que seja impossível entender o que está acontecendo.


Fonte: Writer’s Resource Center (Livre tradução e adaptação)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Concurso Literário de Contos Psicológicos



Feliz Ano Novo! E com ele, que venham muitos sonhos realizados e muita paz!

Começamos bem o ano com um concurso de contos que premiará em R$ 5.000,00 o primeiro colocado! Mãos à obra e boa sorte!

Aqui vão as regras:
Concurso Literário “Prêmio John Barroso” de Contos Psicológicos  em Língua Portuguesa


Do Realizador

O Concurso Literário “Prêmio John Barroso” de Contos Psicológicos em Língua Portuguesa, é realizado e coordenado pela Editora Tecido Verbal que se responsabiliza por todas as despesas decorrentes deste certame, sobretudo do pagamento da premiação dos vencedores, em todo território nacional ou de brasileiros que residam no exterior, e portugueses, residentes ou não neste País.

Em respeito ao ESTATUTO DA IGUALDADE BRASIL-PORTUGAL que diz "os brasileiros em Portugal e os portugueses no Brasil gozam de igualdade de direitos e deveres com os respectivos nacionais, sem que com isso percam a nacionalidade originária", e considerando o caráter eminentemente cultural da lingua portuguesa, os portugueses poderão participar deste concurso, residentes ou não no país. (ADITAMENTO 1: Alteração feita em 03/12/2012)


Este Concurso tem caráter exclusivamente cultural e foi criado para divulgar e premiar talentosos contistas, consagrados ou não, além de homenagear o escritor John Barroso, autor-revelação como contista psicológico no ano de 2010. Sua breve biografia segue como anexo deste edital.


Das Características dos Contos Psicológicos


O Conto psicológico é uma narrativa curta, centrada no discurso das personagens.


Das Inscrições

Somente serão aceitas inscrições feitas no período de 3 de janeiro a 30 de abril de 2012, via correio, sendo considerada a data de postagem.

Os participantes poderão concorrer com quantos contos quiserem, desde que para cada um, obrigatoriamente, seja recolhida uma taxa de inscrição no valor de R$ 30,00 (trinta reais), a ser feita por depósito simples para a conta abaixo, respeitado o período de inscrição.

Banco do Brasil
Agência 0199-6
Conta Corrente 23.784-1
Titularidade: Sylvio C. S. Galvão

ATENÇÃO: cuidar para que no comprovante não apareça o NOME do inscrito.

Os contos deverão ser encaminhados para o endereço abaixo, respeitadas os requisitos exigidos na sequência:

Editora Tecido Verbal
Rua Tamoios, 55 – Vila Botelho
Sorocaba – SP – CEP 18044-230

Não poderá constar no envelope nenhuma citação sobre o Concurso Literário, como segurança para evitar extravios.

Os envelopes, um para cada conto, deverão ser de papel pardo áspero grande de textura grossa, etiquetado com o endereço acima. Os nomes e endereços dos remetentes devem ser obrigatoriamente “fictícios”.

Dentro do envelope grande citado acima, devem conter:


  • O conto em 3 vias digitadas em Word, papel A4, fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, espaçamento entre linhas e parágrafos de 1,5 pt, recuo padrão de cada parágrafo de 1,25 cm, e margens de 3 cm em todos os lados da página (acima, abaixo, lados direito e esquerdo).

  • Todos os contos enviados e em cada um deles, nas 3 vias, devem constar “Título do Conto” e no final, assinado com um PSEUDÔNIMO que não identifique a autoria.

  • Original ou cópia legível do comprovante bancário da inscrição, ressaltando que deve haver um comprovante para cada conto enviado, dentro de seus respectivos envelopes.

  • Outro envelope com as mesma características, porém de tamanho pequeno com uma folha contendo os seguintes dados:

         Pseudônimo do autor
         Nome completo do autor
         Endereço completo do autor
         Número da Identidade do autor ou outro documento oficial que a substitua
         Telefones do autor, fixo ou celular. Se for de recado, favor mencionar.
         Email do autor (obrigatoriamente).

  • Do lado de fora deste envelope menor, deve constar apenas o PSEUDÔNIMO do autor que deverá ser o mesmo registrado em seus contos. Este envelope será aberto somente no dia da divulgação e entrega dos prêmios.

OBSERVAÇÃO: Os dados fictícios do remetente não podem corresponder com os dados reais acima, nem com o pseudônimo que assina os trabalhos, sob pena de imediata desclassificação.


Dos Critérios de Julgamento

Pela ordem, serão considerados os seguintes aspectos para classificar os trabalhos inscritos:

1.Coesão e Clareza
2.Profundidade do discurso das personagens
3.Respeito às normas da Língua Portuguesa (será aceita a ortografia anterior à última reforma)
4.Propriedade vocabular do autor. (estilo, coloquialidade, verossimilhança, criatividade, trama, licensiosidade literária, enfim, serão permitidos e apreciados, podendo ser pontos favoráveis, ainda que a forma fuja liminarmente da norma culta)


Da Premiação

Serão premiados os três contos considerados os melhores por uma comissão criada pela Editora Tecido Verbal que se reserva no direito de não divulgar os nomes de seus integrantes, ou fazê-lo apenas após a premiação, a critério da Editora. Este cuidado preserva a isenção e a insuspeição dos membros julgadores. Esta cláusula não se aplica ao presidente da comissão que assina e se responsabiliza por este edital, mas que não terá direito a voto nos julgamentos.

Nenhum membro da Comissão ou colaboradores da Editora Tecido Verbal poderá participar do certame. Reconhecido qualquer ato de suspeição das pessoas envolvidas no certame, seja na sessão julgadora ou organizadora, seus membros serão substituídos imediatamente e anulados seus atos, enquanto novos julgadores sejam convidados.

O resultado final e a premiação será realizada no dia 31 de março de 2012, no município de Sorocaba, em local e horário a serem confirmados após o encerramento das inscrições e divulgados amplamente em todas as mídias interessadas, assim como no site da Editora Tecido Verbal.


Dos prêmios

Ao primeiro colocado será entregue o valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em moeda corrente no país, livre de impostos.

Ao segundo colocado, será entregue o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) em moeda corrente no país, livre de impostos.

Ao terceiro colocado será entregue o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) em moeda corrente no país, livre de impostos.

Estando presentes no vento de premiação, os vencedores receberão seus prêmios no ato; não estando, serão avisados por email ou fone, além de divulgação pela mídia, para escolherem a forma de recebimento. Os vencedores não presentes ao evento de premiação e que optem em recebê-los pessoalmente na sede da Editora Tecido Verbal, será honrado com uma viagem agendada a Sorocaba com todas as despesas pagas, de transporte, alimentação e hospedagem por um dia, sem direito a acompanhante, onde poderá ser entrevistado pela imprensa local e ter seu feito divulgado em várias mídias.

Os trabalhos inscritos deverão, obrigatoriamente, ser inéditos, nunca antes publicados por nenhum meio impresso ou eletrônico até a data da entrega dos prêmios, independente do autor ser consagrado ou não no meio editorial. A pré-publicação ou divulgação dos trabalhos em qualquer etapa do concurso, desclassifica a obra imediatamente, sem prejuízo de outros contos do mesmo autor que não tiverem sido publicados antes. Estes permanecerão na concorrência.

OBSERVAÇÃO: Não será possível um mesmo concorrente receber mais de um prêmio. Se no ato da revelação dos vencedores ocorrer tal fato, o vencedor recebe um dos prêmios e seus demais trabalhos dignos da premiação receberão Menção Honrosa pelo feito.

Qualquer eventual empate será decidido observada a data e hora da inscrição mais antiga constante no comprovante anexado aos trabalhos enviados.

As taxas de inscrição e os originais enviados não serão devolvidos sob nenhuma hipótese, salvo por questões legais e de entendimento favorável da comissão organizadora.

A Editora Tecido Verbal fica impedida de fazer qualquer menção ou publicação das obras recebidas, sem autorização prévia e expressa dos autores.



O efetuamento da inscrição consolida a ciência e concordância dos participantes de todas os itens deste edital.

Para quaisquer eventualidades, fica eleita a Câmara Arbitral de Sorocaba para dirimir as eventuais questões.


Sorocaba, 2 de janeiro de 2012


Sylvio C. S. Galvão
Editora Tecido Verbal
Presidente da Comissão Organizadora
editoratecidoverbal@hotmail.com


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

X Concurso Municipal de Conto “Prêmio Prefeitura de Niterói”


    O X Concurso Municipal de Conto – Prêmio Prefeitura de Niterói é promovido pela Fundação de Arte de Niterói, através da Niterói Livros, no período de 01 de agosto a 30 de novembro de 2011, com a finalidade de estimular a produção literária, com caráter exclusivamente cultural, visando divulgar e prestigiar obras inéditas. O prêmio será dividido em duas categorias: infanto–juvenil (até 18 anos) e adulto (acima de 19 anos). Os contos selecionados serão reunidos em uma coletânea publicada em 2012 pela Niterói Livros.
Poderão concorrer escritores brasileiros ou não, desde que os trabalhos sejam apresentados em língua portuguesa. Cada participante poderá concorrer com apenas um trabalho inédito, sob pseudônimo, e deverá se inscrever na categoria correspondente a sua faixa etária.
O tema é Livre.





sábado, 12 de novembro de 2011

O Ponto de Vista


Uma das dificuldades que eu tinha quando comecei a escrever era entender o que era o PDV, ou seja , Ponto de Vista de uma narrativa. Li vários artigos na ápoca, até encontrar uma amiga escritora que de maneira didática me ensinou o conceito.

Semana passada, enquanto navegava pela internet em busca de artigos para estudo, me deparei com essa pérola escrita pelo Oswaldo Pullen. De maneira muito clara, ele explica o que, para muitos, é um problema. Compartilho com vocês o conceito de PDV e tenho certeza de que será de grande ajuda.


PDV – O ponto de vista
© Oswaldo Pullen

Vimos que existem três elementos que definem essencialmente a cena que são: tempo, lugar e ponto de vista.

Havendo um corte na continuidade temporal, mesmo mantidos o cenário e os  personagens, outra cena terá se iniciado. Na literatura, é usual nesses casos as transições do tipo “Um pouco depois...”, “Tempos mais tarde”, “No dia seguinte”, “Após aquilo”, etc.
Quanto à mudança de cenário, a consequente mudança de cena é bastante clara. Mas, e em cenas de movimento?

Podemos dizer para este segundo caso que a mesma cena só permanece mantido o continuum temporal. Exemplos são cenas ocorridas dentro de automóveis, trens ou metrô, quando mesmo com o cenário mudando constantemente no fundo, o verdadeiro cenário é o próprio veículo. Outra situação é a do personagem, ou dos personagens caminhando ou em fuga, caso em que, mantido o continuum, a cena é a mesma. No entanto, é bom estar atento. Construções do tipo “Quando contornaram a esquina…” podem denotar a interrupção do continuum.

Antes de entrarmos no terceiro ponto, que é o PDV, o Ponto de Vista, temos que trazer uma coisa à baila, que é o foco narrativo, uma das características principais da narrativa. O foco narrativo pode estar na primeira pessoa (um personagem como narrador da estória), na terceira pessoa (que pode ser restrita ou omnisciente), na segunda, quando um personagem passa a fazer a narrativa através da fala de outro. No artigo “Elementos da narrativa”, no site escritacriativa.net eu trato a questão em mais detalhes.

Para nossos fins, exceto no caso de foco na terceira pessoa omnisciente, o que interessa é que uma cena tem sempre um protagonista, mesmo que esteja longe de ser o protagonista principal. E acredite, é muito raro que algum autor brasileiro, a não ser de forma inconsciente, adote esta aparente restrição, mas que em verdade é um facilitador para o entendimento do leitor. A utilização da terceira pessoa omnisciente pode parecer fácil para o escritor, mas resultará, se inexperiente, numa grande dificuldade de entendimento posterior. As passagens de PDV dentro de uma mesma cena ou são feitas de maneira magistral, ou infernizam a vida do leitor. O melhor mesmo, apesar de suas aparentes limitações (são só aparentes, acredite!) é a utilização da terceira pessoa restrita. Desta forma, para a melhor exposição do que queremos, vamos manter o foco narrativo na terceira pessoa restrita. Neste caso o autor só relata o que o protagonista (como já dissemos, seja ele quem for na estória) da cena vê e pensa.

Repetindo, mesmo que se trate de um personagem secundário funcionando como protagonista, a cena vai ser construida através de seus olhos, uma filmadora conceitual, máquina esta com a capacidade de filmar para fora e para dentro. Em outras palavras, filmar a ação percebida através dos cinco sentidos do protagonista da cena. Nada que acontece à suas costas, por exemplo, pode ser visto pelo personagem. Nada murmurado a uma grande distancia pode ser ouvido, e os únicos pensamentos descritos pelo autor dentro desta cena são aqueles do personagem. 

Para solidificar o entendimento do PDV , vamos fazer um exercício:

Pense em uma estória onde o personagem principal seja um ricaço sovina, escravo de sua própria avareza. Ele não desperdiça nem os seus centavos. Assim, ele é o nosso protagonista (o da estória, veja bem). Pense agora numa velha mendiga, que faz o seu ponto em frente ao escritório do granfino. Ela pode aparecer somente em poucas cenas, e ter a função, na estória, meramente de ajudar ao autor a demonstrar o caráter de nosso personagem.

Se contada através dos olhos do ricaço, a cena terá um efeito. Mas contada através da mendiga, a cena poderá ter força muito maior. Quais serão as nossas restrições? Como já dissemos, tudo o que o autor narrar ou descrever terá que estar sendo visto pela mendiga. Nenhum pensamento ou sentimento do ricaço poderá ser contado, a não ser através dos pensamentos ou observações da mendiga.

Vamos à cena:

A velha esparramou uma folha de papelão no canto da calçada, e sentou alí com seus farrapos, enquanto contemplava o outro lado da rua. Um portal de granito emoldurava a entrada de um prédio de muitos andares, donde poucas pessoas entravam ou saiam. 
A rua era estreita, e quando viu um bacana com aparência de rico atravessar o portal, disparou um guincho.
– Uma esmola, por favor!
O granfino pareceu ter levado um susto, fechou a cara. Já tinha atravessado para o seu lado, e ela viu que quase passaria ao alcance de seu braço estendido. Guinchou mais forte.
– Uma esmolinha, pelo amor de Deus!
O granfino levantou a mão.
– Droga, mas você é insistente mesmo, hem?
– Mas eu só pedi duas vezes! Por favor, eu tenho que sustentar neto, genro, filhos, nora, e até o vizinho!
Viu que o granfino olhava em volta, e estendeu a mão mais convicta ainda. 
“Aposto que ele está com medo de que o vejam me negando!”
Com um suspiro, o coroa bem vestido tirou um saquinho do bolso e começou a futucar lá dentro. Ao final, sacou uma moeda.
– Toma!
A velha olhou incrédula para a moeda em sua mão.
– Dez centavos! Você me deu só dez centavos!
Virou a cabeça ainda a tempo de ver o granfino sair de fininho.  Olhou de novo para a moeda e o insólito da situação a fez tornar-se irônica.
“Coitado do granfino! Desse jeito, vai ver que come pior do que eu…”
Com raiva, pensou por instantes em jogar a moeda fora.  Coçou a cabeça, e terminou por enfiá-la no bolso da saia imunda. 
De novo o guincho voltou a ecoar pela rua.
– Uma esmolinha por favor!(*)

Deu para você reparar que tudo na cena aconteceu sob o ponto de vista da mendiga? Mesmo quando relatamos os sentimentos do granfino, fizemos através da percepção da protagonista da cena. A outra característica de importância pode ser vista no final da cena, quando a “câmera” que usamos se volta para o interior da mendiga e relata os seus pensamentos.

Agora, vamos reescrever a cena, sob o PDV do granfino:

Passou pela portaria ainda tomado pelos resultados da reunião. Com certeza jamais iria ceder um tostão em sua comissão, mesmo que isso resultasse em perda do negócio. “É uma queda de braço – pensou – e eu não vou ceder droga nenhuma para esses sacanas”. A possibilidade de deixar de ganhar aquele dinheiro, por pouco que representasse em relação a sua fortuna, fazia a sua úlcera doer infernalmente. Tomado por sua irritação, atravessou a rua estreita.
– Uma esmola por favor!
Levou um susto com a voz guinchada. Era uma velha mendiga sentada na outra calçada, mas agora já à sua frente. Tentou desviar-se, mas a velha insistiu, guinchando mais alto.
– Uma esmolinha, pelo amor de Deus!
“Porra, já não basta os meus problemas e vem este traste me encher o saco?” Furioso, levantou a mão.
– Droga, mas você é insistente mesmo, hem?
A velha protestou.
– Mas eu só pedi duas vezes! Por favor, eu tenho que sustentar neto, genro, filhos, nora e até vizinho!
O granfino, preocupado com o escarcéu que a velha estava fazendo, olhou em volta. “Se alguém me ver discutindo com esta maltrapilha, estou ferrado! Acho melhor me livrar logo desse constrangimento! – tirou um saquinho do bolso e procurou por uma moeda. – Droga, cadê ela?” Mas, futucando a bolsa conseguiu encontrar a que queria.
– Toma! E sorriu para a velha.
“Espero que todo mundo tenha visto este meu gesto de despreendimento!”
Mas a cara da velha não estava do jeito que ele esperava.
– Dez centavos! Você só me deu dez centavos!
Por meio segundo o granfino ficou indeciso. “Mais uma moedinha e ela fica satisfeita, será?” Mas imediatamente voltou à razão.
“Porra de velha ingrata! O que é que ela queria? Se dou mais, sei lá, vai que me falta?”
Virou-se e se mandou rapidinho, enquanto de novo se torturava com seus problemas. Às suas costas, a cantilena retornou.
– Uma esmolinha, por favor!(*)

Foi possível descrever a mesma cena, a cada vez pelos olhos de um dos personagens. Na escrita de ficção, o autor terá diversas vezes este dilema pela frente. Através dos olhos de quem atinjo melhor os meus objetivos? Em nosso caso será que fica melhor a cena pelos olhos do granfino ou da mendiga?

(*) Estas são cenas alternativas para um conto em construção, com o título provisório de “Financistas”


Fonte: Escrita Criativa - Os segredos do escritor - http://migre.me/68vD2
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