terça-feira, 12 de abril de 2011

Nossos tesouros



"O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: 


 Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal? 




Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: 




"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda". 




Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. 




 Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha. 




As vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros." 




Porque é tão difícil abrirmos os olhos? 

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