domingo, 12 de fevereiro de 2012

Enfim, Whitney Houston, a paz...



Que Whitney Houston tem uma voz fantástica, não preciso nem dizer, mas você sabia que ela já vendeu mais de 190 milhões de discos em todo o mundo? Com certeza alguns desses números tiveram a minha participação.
Sou fã de suas canções muito antes da meteórica “I will always love you”, música que rendeu o prêmio de segunda maior canção de sucesso da história fonográfica. Quem não se deixou encantar pelas cenas de amor entre ela e Kevin Costner no famoso “O Guarda-costas”?
Em toda  sua carreira, Whitney Houston recebeu mais de quatrocentos prêmios, e em 2006 entrou para o Guinness Book como a cantora mais premiada da história.
Mesmo com sucessos estrondosos como Beyoncé e Celine Dion, cantoras que tem uma técnica vocal invejável, nenhuma delas sequer chegou aos pés das inigualáveis interpretações de Whitney Houston.
Porém, como nem tudo são flores, após o casamento com o cantor Bobby Brown em 1992, Whitney começou a apresentar problemas emocionais, correndo rumores na mídia sobre brigas, escândalos e acabou internando-se várias vezes em clínicas de reabilitação para dependentes químicos. "Ele (Brown) era minha droga", afirmou Houston. "Não fiz nada sem ele". Após divorciar-se em 2006, recuperou-se de um passado cinzento e hoje se encontra em turnê mundial com o show intitulado “Nothing But Love World Tour” (nada além do amor).
Acompanhei, desde meus 18 anos, a história de glórias e derrotas da cantora, e não deixei de me surpreender com pensamentos a respeito da vida de pessoas que aparentam ter tudo na vida, mas que perdem o foco do que é essencial.
Imaginamos uma vida de farturas, glamour, amizades, de sucesso, como sendo a perfeição, porque é tudo aquilo que procuramos em nossa batalha pela vida, não é?
Whitney em recente entrevista afirmou:
Escolhi este título ( o da turnê “Nothing but Love”)  porque o que eu tinha em qualquer circunstância era amor [...] eu não teria como superar tempos difíceis, sem a minha mãe e minha filha”.
Contou ainda que seu vício se tornou tão forte que sua mãe, a cantora de soul Cissy Houston, apareceu em sua casa um dia com um mandado judicial e solicitou a ajuda da polícia para forçá-la à reabilitação.
Ela disse: “Não vou perder você para o mundo, quero minha filha de volta. Ou você faz do meu jeito ou vamos à tevê dizer que você vai se aposentar."
Brown, o marido,  estava em casa na ocasião. A mãe de Whitney virou-se para ele e disse: "Se você se mexer, Bobby, eles vão te derrubar. Não mova um dedo". Houston contou que “ele ficou ali, parecia assustado."
Histórias assim nos fazem abrir os olhos e repensar valores, mas principalmente perceber que o equilíbrio deve vir antes de qualquer fortuna. Nossa luta diária é apenas um meio, não um fim, de alcançarmos aquilo que faz sentido, aquilo que não se acaba e que não se perde quando realmente se encontra... Fama e prestígio são efêmeros, o amor, não.
Adeus, Whitney... que agora você finalmente encontre a paz. 

Um comentário:

  1. Fiquei muito triste com a morte dela...
    O mundo perdeu uma bela voz...
    Adorei o texto.
    Beijos*

    http://luahmelo.blogspot.com

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