Se eu pudesse, hoje seria o dia de ir para Marte. Sabe como
é... dizem que lá tem muita areia, faz muito calor, frio... não tem piscina,
nem praia, nem Coca-Cola. Não tem internet. Não tem comida, água,
cachorro-quente... não tem nem meu cachorro. Não tem família, casa, música, nem
chocolate. Não sei nem se tem carro, apesar do Elon Musk já ter enviado. Não
tem tecnologia, games, filmes, vaidade. Sozinho não dá pra construir nenhum
sentimento que se baseia no outro, como raiva, inveja, ciúme, amor...É pra lá
que eu quero ir. Acredito que Manuel Bandeira sentiu isso um dia quando quis ir
para Pasárgada. Tudo bem que lá tinha Rei. Em Marte não. Não tem Rei, Rainha,
Peão, nem Bispo. Lá é Marte. Dizem que
não tem nada... só areia e um dia, quem sabe, um carro.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Números são números...
Número são números... Vieram da antiguidade e desde então têm transformado a vida de milhões de pessoas. Seja na taxa de glicose, na idade, na Receita Federal ou na conta bancária. A verdade é que os números sempre foram responsáveis por classificações, distinções, por separar o joio do trigo, o preto do branco, o ouro do lixo e o chique do brega. Somos mais ou somos menos. Não importa o que existe escondido no seu rosto, quantos números tem a sua conta bancária talvez seja o suficiente para mudar todo um conceito ou uma oportunidade. Quantos anos você tem talvez seja um fator preponderante na hora de saber se uma relação será digna de respeito ou de desprezo. Números... superficiais, mas sempre eles. Eles mandam e fazem o mundo girar. Milhões na conta, mais um filho, menos um dia de vida... Eles regem o universo. Mas se existe um número que faz meu chão abrir é o do seu telefone. Esse, quando aparece na minha tela, faz todo o resto parecer bobagem. E todos os outros, que talvez façam algum sentido para humanidade, não me arrancam nem a metade do sorriso que foge de minha boca quando me deparo com o seu. Ah... se um dia eu tivesse que escolher apenas um número nessa vida, eu nem hesitaria em responder, meu número é você.
sexta-feira, 9 de março de 2018
No Dia Internacional da Mulher, uma homenagem aos homens
No Dia Internacional da Mulher eu
gostaria de homenagear os homens que passaram pela minha vida. Todos eles.
Desde o que me gerou e educou até os que nunca mais voltaram. Alguns me levaram
ao céu, outros me provaram que o céu pode ser aqui mesmo, com os pés no chão.
Tiveram os que me deram as mãos, os que a pediram em casamento e até os que
necessitaram delas como apoio. Os que me valorizaram e os que me fizeram
refletir... e muito. Mas uma coisa é certa, todos eles, mesmo os que só
passaram de maneira fugaz, de certa forma me construíram. Uma soma de dores e
alegrias que me faz agradecer todos os dias e, com todo orgulho do mundo, amar
ser o que sou... mulher.
terça-feira, 6 de março de 2018
Concurso Literário FNDE
Poderão participar do presente concurso estudantes
devidamente matriculados em turmas de ensino fundamental e médio das escolas
públicas do Brasil, desde que atendam as normas do Edital e de seus
anexos.
*Candidatos menores de 18 anos a contar da data de
abertura das inscrições, devem apresentar autorização de seu responsável legal.
Poderão ser inscritas obras de literatura nos seguintes
gêneros literários: poema; conto, crônica, novela, teatro; romance; memória,
diário, biografia, relatos de experiências; história em quadrinhos.
As inscrições serão realizadas unicamente por meio
eletrônico, nesta página. O período de inscrição inicia-se em 15 de dezembro de
2017 e encerra-se em 02 de abril de 2018.
Para a homologação da inscrição, as redes de ensino devem
realizar o cadastro do coordenador do livro.
Para saber mais acesse:.
http://www.fnde.gov.br/concursoliterario/concurso.html
Atemporal (Ultima parte)
Ainda escovava os dentes olhando-se no
espelho, repassando todos os acontecimentos do dia. As perguntas vinham como um
vendaval em sua memória... Como ela a conhecia tão bem? Como pode se apaixonar?
O Livro... Porque o interesse no livro?
Os olhos de Amanda arreagalaram-se.
Comprara aquele livro em um Sebo no centro da Cidade. Lembrava bem do dia em
que o encontrou perdido na prateleira empoeirada, no canto escuro da loja.
Quando foi ao caixa...
—
Esse livro é uma raridade. É um dos mais antigos da loja.
Amanda
ignorou o senhor atrás do balcão. A cabeça andava apressada com a competição
pelo novo cargo da empresa.
—Quanto
é?
O
vendedor permaneceu em silêncio.
—
Esse livro está na família há anos. Acho que meu tataravô o guardava em sua
própria biblioteca. Ele sempre disse que era especial porque dentro tem uma
foto de um casal e se alguém, algum dia comprasse, seria abençoado com o amor
vivido por eles.
Amanda
correu para o quarto. A foto! Não podia ser. Começou a tirar as coisas de
dentro da gaveta da cabeceira. As mãos tremiam. Com a adrenalina percorrendo
suas veias, jogou tudo no chão... até ver a foto. Lá estava ele... Era Eduardo
sorrindo. Era ele na foto. Uma foto amarelada pelo tempo. Se recordava bem que
se apaixonara pelo sorrido do rapaz que um dia fora dono daquele livro.
Soltou
um grito com o soar da campainha. Ainda tremia ao se aproximar da porta e
quando viu o rapaz pelo olhos mágico, suas pernas bambearam.
—
Quem é você? — disse com a voz trêmula, através da porta fechada.
—
Amanda, por favor... Deixa eu me explicar. Abre a porta.
—
Não! Quem é você?
—
Eu sou exatamente quem você pensa que eu sou... só preciso explicar. Confia em
mim... O que eu posso adiantar e que sei muito da sua vida, que me apaixonei
por você e que eu realmente acredito que tem talento para assumir a empresa...
A
porta abriu-se devagar. O rosto de Eduardo perdeu a cor quando viu a foto nas
mãos de Amanda. Com os olhos marejados, entrou devagar e sentou-se no sofá,
colocando a cabeça entre as mãos. Respirou fundo.
—
Vou tentar do começo. Pode parecer loucura, mas você tem que acreditar em mim.
Amanda
sentou-se ao lado do rapaz.
—
Minha família carrega uma herança... Não podemos tirar fotos. Nossas almas
ficam aprisionadas no papel. Ninguém em minha linhagem sanguínea pôde perpetuar
momentos, guardar recordações. Nunca, nem uma foto sequer, Amanda. Essa foto,
que estava dentro desse livro, foi um erro. Barbara foi uma mulher especial
para mim. Foi um sentimento genuíno, grande... Mas ela, com a sua maneira
egoísta de amar, mesmo sabendo da minha incapacidade, tirou a foto. Não
acreditei que ela fosse capaz de me aprisionar dessa maneira. Ela alegou que
não podia viver sem mim, que precisava de uma recordação, mas naquele momento ela
me perdeu. Eu não queria aquele amor medíocre, possessivo... — levantou o rosto
e olhou para Amanda. — Eu a vi morrer, eu vi todas as pessoas da minha família
virarem pó, gerações se despediram de mim. Não queira saber há quantos anos
vejo minha vida passar na esperança de um dia achar quem comprou aquele maldito
livro!
Amanda
estava absorta pelas palavras do rapaz.
—
Venho vivendo como qualquer outra pessoa. Montei minha empresa, fingindo
passa-la de geração para geração... Sempre eu no comando. Meu Deus, como que
queria sumir, desaparecer. — esfregou os
olhos. — Então... depois de gastar muito dinheiro descobriram onde estava o
livro. O vendedor, um senhor me contou sobre a mulher que comprara o livro. —
Eduardo olhou para Amanda. — Lá estava seu nome.
Amanda
enxugava as lágrimas enquanto mantinha o rosto baixo. Apesar da loucura, estava
apaixonada.
—
Eu te segui desde então... Por onde você andava, o que você fazia, como você
fazia... O que te motivava, o que te encantava. E no fim... eu me apaixonei....
perdidamente.
Amanda
olhou para Eduardo. Enxugou o rosto e segurou-lhe as mãos. Ele a puxou com
força e beijou-a de maneira urgente e possessiva. O amor entre eles era
visceral, atemporal. A dor daquele beijo era físico. Ele a afastou.
—
Amanda... Eu sei que o que vou pedir não faz o menor sentido, mas guarda essa
foto. Eu não quero me separar de você. Eu não suportaria viver sem você. Por
favor...
—
Mas, Eduardo, e o que será de nós? Você me verá envelhecer, morrer... e depois?
— gritava Amanda, inconformada com a situação.
Ele
caminhava de um lado para outro da sala na tentativa de raciocinar de maneira
lógica.
—
Amanda, nós podemos ter um filho. Um filho nosso! Eu posso cuidar dele, vê-lo crescer!
Uma vida que eu sempre quis!
—
E depois? Ele também vai envelhecer! — Segurou Eduardo pelo rosto. — Por
favor... entenda que o que vou fazer é porque amo você demais.
Eduardo
enxugava as lágrimas, enquanto confirmava com o rosto.
Amanda
tentava acalmá-lo, passando as mãos em seu rosto vermelho. Beijava-lhe os
olhos, o rosto, a boca. Queria sentir um pouco mais do homem que parecia ser
parte de seu corpo.
—
Eu não consigo! — murmurou enquanto se dirigia para a porta.
Abraçaram-se
por longos minutos. Beijaram-se, riram, choraram juntos.
Amanda
pegou-o pelas mãos e despediu-se. A última imagem foi o rosto do homem que tanto
amava, coberto de lagrimas, desaparecer atrás da porta.
Amanda jogou-se no chão e contorceu-se. Podia
deixar as coisas como estavam. Iria viver a vida inteira com o homem que amava,
ter filhos, netos... Mas era egoísmo ver Eduardo perpetuar a dor de ver todos
os que mais amava, morrerem. Olhou pela janela o carro sumir na esquina. Andou
até o quarto, pegou a foto do sorriso que mais a encantara em toda sua vida e
rasgou devagar, como se rasgasse parte de seu corpo, que agora estava em
pedaços.
+++
—
Senhores... Bom dia. Como sabem, desde que o Sr. Eduardo Freire deixou nossa
empresa temos trabalhado com o Vice-Presidente da Soft Business. Tem sido dias
difíceis, trabalhosos, mas emocionantes.
Amanda
olhava para baixo. Não escutava direito as palavras do Presidente. Segurava em
suas mãos o pen drive com o projeto de trânsito. Apesar do rosto inchado e das
noites mal dormidas, estava de pé e lúcida.
—
Mas, apesar de todo o stress, anuncio que o projeto foi concluído. Amanda fez
alguns ajustes e, com a aprovação de todos, ganhamos a concorrência. A Faces
agora passa a ser a segunda maior prestadora de serviços publicitários para o
Governo Federal e eu gostaria de pedir uma salva de palmas para a nossa nova
Diretora de Marketing da Faces Marketing e Comunicação.
Amanda
levantou-se. Um soar de palmas efusivo preencheu a sala. Acenou modestamente
para todos enquanto apertava o pen drive nas mãos. Deveria estar feliz, mas a
saudade era algo que ainda norteava seus dias cinzentos.
+++
Quando
se dirigia para o elevador, o Vice-Presidente da Soft Business aproximou-se.
—
Amanda Castro? Por favor, desculpe-me incomodá-la, mas o Sr. Feire pediu que se
um dia a senhorita chegasse ao cargo de diretora, que eu deveria entregar-lhe
esse envelope.
O
coração de Amanda quase pulava fora do peito só de ouvir falar no nome de
Eduardo. Ela agradeceu, e assim que entrou no carro, respirou fundo e abriu o
envelope.
“
Amanda, amor da minha vida... de todas elas,
Não
saberia dizer onde estou, o que aconteceu comigo, o que foi feito de mim. Posso
garantir que minha vida, em todos esses anos, se resumiu ao pequeno espaço de
tempo que vivi com você. Estou feliz. Conheci o que é o amor, em sua
grandiosidade. Aquele amor cantado, idealizado, poetizado... Isso não foi, não
morre, não desaparece. Mas conheço a finitude da memória e tenho quase certeza
de que daqui alguns anos, vou ser apenas uma lembrança, uma imagem desbotada.
Também não vou ser egoísta. Você é uma mulher linda, jovem e ainda terá filhos,
netos e histórias eternizadas em fotografias. Talvez você ame alguém como eu te
amei, mas mesmo assim, deixo uma lembrança de uma pessoa que levou parte de
você em um beijo que não se perde nem na eternidade.
PS:
Eu sabia que a diretoria seria sua.
Com
todo o amor do mundo.
Eduardo
Vasconcelos Freire”
Amanda
enxugou as lágrimas e quase desfaleceu ao ver na outra página da carta, o
desenho de Eduardo. Como não podia ser fotografado, pediu que algum artista o
desenhasse. O sorriso estava lá, tal qual como ela se encantara. Apertou o
papel contra o peito e soluçou até achar que não tinha mais forças. Respirou
fundo e ligou o carro. Tinha uma longa noite pela frente. Amanhã seria o
primeiro dia como Diretora da Faces.
FIM
segunda-feira, 5 de março de 2018
Abra os olhos
Se
um dia desses, aparecesse um papel na sua frente onde estivesse escrito a
seguinte frase: "Sinta-se feliz, perceba que você pode ir além", como
você reagiria?
Chutaria
o papel e seguiria sua vida normalmente, ou...Perceberia que a vida está
abrindo seus olhos?
Existem
pessoas que nunca descobrirão sua capacidade de vencer os obstáculos porque
constantemente dão ouvidos à uma voz dentro de suas cabeças que gritam mais
alto e cegam seus olhos para as oportunidades.
Se
dermos uma lida na biografia de grandes vencedores, pessoas que alcançaram seus
objetivos, acharemos em TODOS um ponto em comum: A perseverança!
Perseverança
é aquela locomotiva que empurra suas pernas todos os dias em busca daquilo que
você julga ser ideal e, como toda locomotiva, não cessa até chegar onde
precisa!
Todos
vencedores foram homens destemidos, visionários do sucesso e souberam enxergar
os "papéis" a sua frente. Estavam abertos a novas tentativas, a
caminhos diferentes, contanto que os levassem ao seu único e verdadeiro
conceito de felicidade.
Na
maioria das vezes, estamos todos perdidos nos atalhos e retornos da vida,
porque não sabemos claramente onde se encontra nossa estação de chegada e, não
sabendo aonde ir, não temos como impulsionar nossos dias em busca de nossos
sonhos, tão obscuros e inconstantes.
Existem
também pessoas que sabem onde querem chegar, mas tem medo do que podem
encontrar no fim da jornada...falta-lhes ousadia.
Mandela
certa vez escreveu:
"
Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso
maior medo é que sejamos poderosos além da medida.
É
nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta....
...Bancar
o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que
as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E
á medida que deixamos nossa própria luz brilhar, que inconscientemente damos às
outras pessoas permissão para fazer o mesmo.'"
Um
amigo meu conseguiu juntar a ousadia e a persistência e hoje se encontra
realizado e feliz com suas conquistas. Quem é ele? O mesmo que recebeu a frase
do início do texto em sua última viagem.
E
sabe quais foram as últimas palavras dele antes que eu pudesse me colocar a escrever
esse post?
"Embora
esteja feliz, tenho certeza que posso ir muito além.''
Não
jogue fora todos os papéis que aparecem pra você...Se chegaram em suas mãos, é
porque tem algo a dizer.
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